Sempre que eu vejo imagens de um Brasil antigo eu fico imaginando duas coisas:
1º - é bom viver hoje e ver o quanto que as coisas que foram plantadas em outro tempo mudaram e chegaram a ser como são agora, amadurecidas - evoluídas em si e para além delas.
2º - futuramente o tempo que eu vivo será antiguidade para as novas gerações e eu não verei as coisas que estão sendo plantadas agora atingirem estados mais maduros, transformados em si e para além de si em novas criações.
Flerto, então, com uma ideia de imortalidade fundamentada no desejo de adquirir conhecimento por apreciação. E, sei bem, não sou o primeiro homem a pensar assim.
Inspirado pela "A vida é um sopro" - uma "bioarteografia" de Oscar Niemeyer
Rio de Janeiro, 17 de maio de 2015.
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