Quando eu era adolescente fui enviado a uma psicóloga pra tratar da "minha doença"... lá aprendi que o truque era dizer o que ela queria ouvir - mas não sabia que ao mentir pra ela eu começava a acreditar também no que eu dizia. Demorei bastante depois disso pra ter minha cura da mentira que me fizeram contar pra mim mesmo sobre ser hetero.
Hoje acredito, na verdade, que essa tal "cura gay" é um grande ADOECIMENTO HETERO! Mas não estou falando de sexualidades. Estou falando de saúde coletiva e das práticas que promovem o ADOENTAMENTO DA HETEROGENEIDADE DO PENSAMENTO!
A prisão da alma de muita gente é o medo da responsabilidade de viver e autodeterminar sua própria vida sem precisar negar a vida dos outros. Gente que não tem forças nem coragem pra acreditar individualmente no que escolheu como verdade pra si. Daí precisa obrigar todos ao redor viverem pra ratificarem a verdade frágil de que a vida é manifesta em padrões uníssonos.
Por que o Brasil não pode ter muitas bandeiras?! Assim cada um vive as condições de corpo, espírito e cidadania que pensa caber melhor pra si.
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2017.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
# Do fruto
Esses dias descobri:
Que o fruto é o filhote da flor. Que o fruto não tem por objetivo de nascença ser saboreado, mas de ser guardião da semente. Que o fruto guarda dentro de si a potencia de outras árvores. Outra flor. Outro fruto. Outro... outro... novo! :D
Que o fruto é o filhote da flor. Que o fruto não tem por objetivo de nascença ser saboreado, mas de ser guardião da semente. Que o fruto guarda dentro de si a potencia de outras árvores. Outra flor. Outro fruto. Outro... outro... novo! :D
sábado, 16 de setembro de 2017
# Preguiça da padronagem
Com base nesse vídeo:
https://www.facebook.com/joaofigueiredo.arte/videos/1008985209141559/
Pensei o aseguite:
Que doido!!! No começo achei que era uma coisa depois... 😬
Um vídeo muito presunçoso e cheio de preconceitos... muito bem construído em uma narrativa que mistura dados reais e a impressão superficial sobre os valores da arte.
Arte expressa técnica, mas também expressa conteúdos e linguagens que, mesmo sendo técnica, se distanciam do que é aceito como tal. Qnd se diz que deve haver um padrão pensando exclusivamente no objeto artístico se esquece dos valores políticos e econômicos que envolvem o fazer artístico.
Qnd se instituem padrões e esses padrões são apresentados como verdadeiros e universais, logo esses padrões são elitizados e se tornam ferramentas de status e ganhos apenas para alguns que tem poder e autorização para tê-los e reproduzi-los. Não pense que todos os artistas clássicos faziam apenas o que gostavam. Muitas coisas sempre influenciaram nos processos de criação e de seleção do que deveria ser considerado importante pra ser mostrado ao longo dos anos.
É uma inverdade que diversas linguagens de arte não tenham existido simultaneamente durante a história da humanidade. Ainda se faz arte hiperrealista e cheia de detalhes técnicos considerados superiores. E em outros momentos, no passado da nossa história, houveram sim objetos artísticos baseados em conteúdos e estéticas completamente subjetivas.
Não sejamos ingênuos... Toda narrativa é uma seleção de fatos que precisam se arrumados para parecerem ser bons na defesa uma ideia. Esse vídeo é mais uma seleção baseada na diminuição do valor das diversas formas de fazer e viver a arte.
O convite final pra só se atentar ao que estiver nesses "padrões" ditos verdadeiros e para se ignorar tudo q estiver fora disso é o ápice da fragilidade desse discurso. A melhor forma de verificar a realidade como potência é observá-la como parte e todo.
Desculpe me alongar. Mas achei que valia debater.
Bj
Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2017.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
# Certos porquês
Vi em algum lugar que às vezes precisamos deixar os "porquês" pra lá... pra ser feliz, sabe?! Mas não sei se concordo. Por mais que o abandono e o esquecimento sejam armas valiosas para se viver a própria felicidade, acredito que compreender é melhor do que abandonar.
Penso, então que às vezes os "porquês " estão dentro da órbita do outro. E que o outro só se acessa por empática escuta atenta às muitas coisas que essa pessoa faz e fala - seja essa relação entre discurso e ação harmoniosa ou não.
Em muitos casos os "porquês" moram dentro de pessoas anti-paticas. Daí talvez valha desistir de entender a partir do outro - visto que só se compartilharia por diálogo.
Mas em outra o entendimento está diretamente ligado a deslocar-se de si pra entender na perspectiva do outro - daí é mais difícil mesmo.
Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2017.
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
# O Povo dos Olhos ®
Na Casa Amarela das mãos falantes tem escadas que servem pra subir ou descer, depende do seu objetivo - das suas necessidades. A Casa Amarela das Laranjeiras já foi de outras cores, visíveis e invisíveis. As necessidades que orientaram a organização - a paleta de cores e lógicas - dessa casa nem sempre foi a de seus moradores, nem sempre foi propriedade daqueles que levam o nome em sua fachada.
Na percepção daqueles que não ouvem com os olhos - ou que não se deslocam para, por empatia, viver e aprender a entender o mundo com lógicas de língua gestual - a casa é apenas Amarela. Eles veem e entendem a existência por lógicas seletivas de elementos da fachada. Nunca habitaram o interior dessa casa. Nunca chegaram ao quartos secretos dessa morada; nunca atravessaram pro outro lado do espelho - se perdiam sempre na projeção de suas suas próprias imagens.
Contudo, aos olhos nos corpos que falam com as mãos a casa sempre foi de outra cor: azul turquesa. Mas nem todos viam! O Povo dos Olhos diziam: É azul, vejam? A lógica é outra, vocês não entendem? Mas realmente, eles pareciam não falar a mesma língua. Fingiam entender. Eram como que reis nus vestidos de discursos de poder não muito bem costurados. Ditos bondosos e orientados por uma pretensa cultura de benevolências, costumam se lembrar e permitir que usem a cor azul em setembro.
Mas aos olhos e corações dos seus verdadeiros moradores a casa sempre foi feita das nuances desse tom: azul turquesa, Azul Surdos!
Rio de Janeiro, 06 de
setembro de 2017.
terça-feira, 5 de setembro de 2017
# Da vida inesperada ®
Quero deixar marcado que respeito seu tempo e suas questões interiores, que eu tenho o real desejo de te amar com carinho, respeito e compromisso com a nossa felicidade. Não estou disposto a viver a vida com base em agustias e ansiedades. Nem sempre interpreto seus silêncios como cansaço, mas também não acho que você tenha a obrigação de me falar coisas q você acha serem suas, ou que você ainda esteja em processo de compreensão. Acho também q o amor é feito do sentimento de segurança e conforto que o outro traz pra gente. Mas também da admiração e de um foguinho, que mesmo não sendo sempre frio na barriga ou tesão de muitas gozas, ainda é amor - um amor amadurecido. Somos, porque quisemos levar a vida até nos tornarmos, um casal. Estou aqui pra você, seja em silêncio ou em longas conversas sobre a existência. Sei que você tem medo do peso do mundo, das cobranças. MAS você é realmente mais forte do que você pensa. Sou e me sinto amada por você. Mas também sou muito sensível ao comportamento das pessoas. Sei quando você me ama menos e quando você me ama mais; e até então nunca me senti desamado. Sei que esse tipo de coisa acontece. Não quero uma vida superficial nem pra mim, nem pra você, tão pouco pro nós que queremos ser juntos. Muitas coisas aconteceram nesses últimos meses, mas - mesmo que transformados - inda somos os mesmos dois caras que ficavam felizes ao saber que iriam se encontrar e passar noite juntos em um quarto a meia luz. Muitas noites dormindo no mesmo quarto escuro com você não me fizeram perder o frio na barriga toda vez que me percebo te amando mais do que eu achava que era possível. Somos bem mais do que apenas uma fonte de benefícios, conforto e segurança na vida um do outro, nos tornamos parte da vida um do outro. Estou aqui quando você estiver forte e fraco; se precisar te levo no colo.
Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2017.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
# Seja ®
Que cada um seja sendo.
Que cada um seja respeitado
pela beleza de seus sentimentos.
E por sua própria integridade
no mundo.
Rio de Janeiro, 31 de julho de 2017.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
# Infiel ®
Aprender a ser infiel aos sentimentos de ontem é necessário quando não se tem de volta nem a meia parte do amor que ainda se desejava oferecer.
Se infiel a quem fomos me parece hoje necessário para viver tal qual impõe o vir a ser.
Só se deve ser fiel ao presente... Só se pode ser fiel ao presente. E se há algo na expectativa ou na lembrança que se deseje ainda ter, só nos resta transformá-lo novamente em presença.
Mas deve-se saber: só se faz presença da expectativa e da lembrança ciente de que toda represença é uma repetição diferente. É uma atualização reinaugural de si.
A fidelidade, a tal que nos ensinaram - baseada na moralidade pretrificadora da experiência - não é possível nem com sigo mesmo.
Rio de Janeiro, 03 de julho de 2017.
# Não sabe ®
A imaturidade não sabe todas as coisas
Mas também não sabe o que desconhece.
Rio de janeiro, 03 de julho de 2017.
sábado, 1 de julho de 2017
segunda-feira, 26 de junho de 2017
# Das coisas verdade ®
Algumas coisas são ditas e outras não,
Mas não é nem um nem outro
Desses dois movimentos que
Fazem das coisas verdades.
Rio de Janeiro, 26 de junho de 2017.
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