terça-feira, 22 de abril de 2014

# Algo de alheio habita minhas lembranças ®


Atualmente tenho desaparantado com
frequência e involuntariamente.
Algumas lembranças me parecem tão distantes
que me soam como se contadas por outro.

Falo-me de mim mesmo com certa distância...
um pássaro longe do céu esquece que um dia voou
- e por isso, trata as nuvens como desejo distante.

Tenho necessitado de mais corpo,
de me saber vivo além das efetivações
do desejo na imaginação.

Preciso dançar tanto quanto antes
- pro corpo me lembrar das coisas
que só os gestos não esquecem.

Mas, enquanto não,
me veja assim com eu nunca te esqueci!

O excesso de sonho me desincorpora
das realizações práticas, me evita
de ser materialmente eu;
me faz onírica mente outro.

Danada procrastinação
que não sai de mim!

Espero que no próximo ano eu me incorpore
mais de mim e deixe de lado algumas
expectativas que não me pertençam.

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