segunda-feira, 26 de maio de 2014
# Dançar ®
Algo em mim precisa ser a dança
despretensiosa daquele que apaga
a luz do palco para começar a dançar.
O escuro me vira os olhos pra dentro, e ai vejo até
aquilo que tinha escondido pra não lembrar mais.
Tenho frequência em ter os olhos virados; a luz
interior me machuca menos a inconsciência.
Enfiei os olhos no escuro e vi a mim mesmo
perdido no tempero do tempo;
entre um instante e outro meu corpo
se refazia duvidoso de razões.
Farolar minha própria vida, e assim desmentir
aqueles que creem na impossibilidade de direcionar,
com nossos próprios corpos, aquilo que reluzirmos.
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