segunda-feira, 26 de maio de 2014
#Sete considerações sobre o conteúdo inexistente ®
A vida me excessiva naquilo que
não sei praticá-la com destreza.
No horizonte, ainda quero ver incandescer,
a esperança e algum poder de autogerência.
Iluminam-me as formas de um conteúdo inexistente;
nisso me sacralizam ao posto de incontingente.
Que com o passar dos próximos anos
eu me desfaça do rigor onírico dos desejos
que temem se concluir em mim nas formas
de uma realidade mais plena de despretensão
- que a pausa se cale em canto.
Necessita-se ser mais desejo realizado,
mais ação, mais canal de uma vitalidade
que me atravessa e, atualmente, se retém
naquilo que tanto temo me (en)tornar.
Aprender de si faz dor de consequência.
Pergunto-me:
Há verdadeiramente algum esplendor
por detrás das costas do divino - ou simplesmente
nos bastam ver suas assas abertas?
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