O movimento lhe contia e ele
(aquele dado por protetor e poderoso)
contia o amor,
porque é a única coisa que não sobrevive
fora do corpo dos Homens
- é aquilo que o movimento não carrega por si só.
Amor fora do corpo é poesia e no corpo é amor
- uma eternidade fulgaz que vive debaixo da pele.
Sua expressão é gesto, gozo, suor e palavra.
Mesmo invisível é aquilo que tudo domina
(seja por ausência ou seja por seu excesso de presença).
Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 2016.
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