sábado, 16 de setembro de 2017

# Preguiça da padronagem


Com base nesse vídeo:
https://www.facebook.com/joaofigueiredo.arte/videos/1008985209141559/


Pensei o aseguite:
Que doido!!! No começo achei que era uma coisa depois... 😬

Um vídeo muito presunçoso e cheio de preconceitos... muito bem construído em uma narrativa que mistura dados reais e a impressão superficial sobre os valores da arte. 

Arte expressa técnica, mas também expressa conteúdos e linguagens que, mesmo sendo técnica, se distanciam do que é aceito como tal. Qnd se diz que deve haver um padrão pensando exclusivamente no objeto artístico se esquece dos valores políticos e econômicos que envolvem o fazer artístico. 

Qnd se instituem padrões e esses padrões são apresentados como verdadeiros e universais, logo esses padrões são elitizados e se tornam ferramentas de status e ganhos apenas para alguns que tem poder e autorização para tê-los e reproduzi-los. Não pense que todos os artistas clássicos faziam apenas o que gostavam. Muitas coisas sempre influenciaram nos processos de criação e de seleção do que deveria ser considerado importante pra ser mostrado ao longo dos anos.

É uma inverdade que diversas linguagens de arte não tenham existido simultaneamente durante a história da humanidade. Ainda se faz arte hiperrealista e cheia de detalhes técnicos considerados superiores. E em outros momentos, no passado da nossa história, houveram sim objetos artísticos baseados em conteúdos e estéticas completamente subjetivas. 

Não sejamos ingênuos... Toda narrativa é uma seleção de fatos que precisam se arrumados para parecerem ser bons na defesa uma ideia. Esse vídeo é mais uma seleção baseada na diminuição do valor das diversas formas de fazer e viver a arte.

O convite final pra só se atentar ao que estiver nesses "padrões" ditos verdadeiros e para se ignorar tudo q estiver fora disso é o ápice da fragilidade desse discurso. A melhor forma de verificar a realidade como potência é observá-la como parte e todo.

Desculpe me alongar. Mas achei que valia debater.

Bj

Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2017.

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