A vida era corrida e suas formas simples
A descrença já havia enraizado como forma de autoproteção
A vida era o que era: assim
– até o universo desquerer a continuidade.
De repente um sorriso luminoso em meio a bexigas azuis
“Sorry not sorry”, erguia-se um emblema,
Barba descontinuada, cabelos bagunçados...
Seus olhos maravilhosos e cheios de profundidade.
Ohayou Gozaimasu!
Disseram: A felicidade pode vir com nome e sobrenome!
Achei bobagem; até você chegar na forma de um sorriso.
Eu te aviso: "Vou falar uma parada bem nerd, hein!"
Você responde: "Gosto assim, vamos lá!"
Um rosto luminoso tal qual ainda não tinha visto.
Eu te conto o meu melhor saber, dito da forma mais bonita
E você continua ali – sua atenção me ouvindo falar
Sobre minhas verdades foi meu primeiro amor por você.
Konnichiwa!
Um abraço despretensioso, uma cabeça no peito
Meu olhar para cima e um leve e confortável primeiro beijo.
Perdi a vergonha de ser kitsch do seu lado.
Tomei você enquanto você tomava chá de maçã,
Quis andar de mãos dadas – barbado com barbado, gordos.
Quis leves beijos sem motivo e longos afagos de despedida.
Você me levou a vergonha de me achar inapropriado
Colocando no lugar o conforto da sua presença,
A impressão da memorias do seu corpo no meu,
Sua mão pesada na minha nuca e mais pimenta no macarrão.
Konbanwa! – ou melhor: Oyasuminasai!
Uma promessa de reencontro, um compromisso firmado
A espera do dia de te rever, um vem e vai de expectativas
Às vezes querendo muito e em outras querendo ser o mais
cauteloso possível na expansão das vontades
– para não se machucar caindo por correr demais.
cauteloso possível na expansão das vontades
– para não se machucar caindo por correr demais.
Te buscar, te encontrar, te rever – um sorriso com aceno de mãos.
Seu andar engraçado, seu olhar mais uma vez aceso e em mim.
Seu andar engraçado, seu olhar mais uma vez aceso e em mim.
Sem saber ao certo se devo te beijar ou não, um abraço discreto.
Um reencontro, um bom almoço, um bom papo
Um quarto escuro, silhuetas e canções de abertura de cartoon.
Uma madrugada de descobertas por meio de gestos sutis.
Um amanhecer compartilhado, mais investigações táteis sobre o
instante presente, sobre a presença de se encaixar nas brechas do tempo,
sobre o presente da presença um do outro.
instante presente, sobre a presença de se encaixar nas brechas do tempo,
sobre o presente da presença um do outro.
O abandono de qualquer pontualidade se justificou em si.
A conquista do corpo do outro, da sua própria entrega e dos limites
ultrapassados.
Tudo se explicando em si, sem necessidade alguma de apêndices...
Sem o preciosismo do
medo de poder não ter mais isso amanhã.
Mahō shōjo wa sekai o
tasukemashita!
E você está ali sozinho, compondo toda multidão de muitos eus
E de repente alguém está também, instaura-se uma dualidão
Numa lógica em que o outro não é a outra metade perdida
Mas o canal perfeito de nossa própria expansão.
Depois de você não precisei mais ter medo de virar semente de rancor.
Desde que você chegou minha jóia da alma brilha mais forte.
Depois de você não precisei mais ter medo de virar semente de rancor.
Desde que você chegou minha jóia da alma brilha mais forte.
Rio de Janeiro, 09 de março de 2016.
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