O excesso de ficção adoece a razão
E assim dementado das formas sérias,
Incapaz de andar em linha reta,
Ficamos inclinados pras disfunções
Incompetentes para o olhar comum
“Infelizes!”, somo chamados
Por sofrer dos prazeres da inconsequência.
Os razoáveis temem
Todo aquele que respondem
Por aquilo de não-ser,
E não compreendem
Como podem ser pelo estado coisal:
Ordenadamente desordem,
Sabidos de esquecimento,
Infinito de ignorância.
Olhar divinatório é coisa de gente fraca
E é necessário ser fraco pra ser poeta
É preciso
ser poeta pra refazer o mundo.
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