Será que minha iluminação é loucura?
Será que a vida não me habita como eu
imaginava:
guardada e recolhida no meu interior?
Dor.
A vida é tão pesada, e difícil de
ser.
Como é possível ser sem se esquecer de quem se é?
Quando penso que sou, logo me desfaço.
As crianças bem me olham nas ruas e eu
as pergunto:
o que vêem em mim?
Qual a minha luz?
Acho que é preciso ser alguma coisa que
que ainda não sei.
Não há outros na sala, não há outros as vistas.
É necessário
ser sozinho, sem público.
Que inteligência é essa que me esvazia?
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