Acho que minha preguiça de gente
Me fez ser um bom admirador delas.
As sei com destreza.
Um pousar de olhos:
sua palavras,
seus gestos e o
peso do ar ao seu redor,
suas vidas expressas em pequenas
repetições que me mostram
sua tentativas de o mesmos serem.
Suas reincidências me encantam,
vejo nelas toda a fuga de suas
incontroláveis diferenças.
Mas sei, ao mesmo tempo que as
observo sou visto e nem sempre sei a
amplitude do seu campo (interior) de
visão.
Gosto das pessoas,
mas me desapego delas e
pelo receio de não saber como agir
me alimento da contemplação
daquilo que nelas se excede.
Não sei ao certo do que tenho medo,
não que eu me amedronte com
a vida sócio- fictícia dos outros.
Mas digo medo pois algo me limita
naquilo que os vejo, algo
impondo uma fronteira invisível
aos olhos, mas sensível aos poros.
Já me bastam
os meus próprios excessos.
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