Minha descrença nos nomes
É minha glória e minha queda
Lá sempre é solidão
E de lá vem que toda solidão
É estado de primeiridade da vida.
Meu ateísmo nominal é
A queda da minha moral
E isso é minha força.
Atrás de mim um outro que fui
A frente, não mais o que sou
(ou deveria, em respeito aos
meus pais, continuar sendo)
Mas vivi naquilo no qual me desfiz.
Sou acometido de uma
Inomalidade congênita
E isso me provoca uma fervura
Que não sei se é ardência de
Uma sol interior muito incandescente
Ou uma demência febril de
(por imaginação) me fazer sempre
Ser bem mais do que possa
“Realmente”
ser.
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